Confissões das Agentes de Negócios do Personnalité: o dia a dia dentro da agência de alta renda

Uma veio do varejo bancário. A outra nunca tinha pisado em um banco. Alexandra Sarah e Sthefani Monteiro abrem o jogo sobre como é trabalhar no Personnalité.

Por Karina Sant'Anna, mentora de carreira bancária, com mais de 10 anos no banco.

Uma veio do caos da agência física. Ralou no varejo, sobreviveu às metas agressivas, e achava que o Personnalité estava "fora do alcance dela".

A outra nunca tinha pisado em um banco antes. Veio do backoffice e chegou no Personnalité sem saber o que era meta, caixa ou abordagem de vendas.

Dois caminhos completamente diferentes para o mesmo destino: Agente de Negócios numa agência Personnalité do Itaú.

A Alexandra Sarah Marinho de Lima e a Sthefani Monteiro são minhas mini-prodígios 🫶🏻 e abriram o jogo sobre como é esse cargo por dentro, e o que realmente precisa para estar lá.

O que mais surpreende quando você entra no Personnalité

O que mais te chocou quando você entrou no Personnalité?

Sarah: Vindo do varejo que é muito mais intenso, nada me chocou de forma negativa. O maior desafio foi o contrário: não me acomodar com a tranquilidade diferente do ritmo. A meta aqui é mais focada, o atendimento é muito mais consultivo, e isso exige estudo e disciplina constantes. Você não sobrevive no Personnalité com energia de corredor, sobrevive com profundidade e preparo.

Sthe: Para mim foi o nível de personalização no atendimento. Aqui você assume o problema do cliente como seu e conduz a solução com atenção e responsabilidade do começo ao fim. Isso mudou completamente minha percepção sobre o que é atender de verdade. No backoffice eu processava demanda. No Personnalité eu resolvo situação. É uma diferença enorme na forma de pensar o trabalho.

O que pressiona mais no início

O que mais te pressionou no início: metas, processos ou não saber o que fazer?

Sarah: O que me pressionou foi o desconhecido: como seria a equipe, a agência, lidar com cliente de alta renda, e o tão temido caixa. O varejo me preparou para pressão de meta, mas o Personnalité tem uma dinâmica diferente que exigiu adaptação mesmo com toda a minha experiência anterior.

Sthe: Para mim foi um pouco de tudo junto. Eu nunca tinha trabalhado com metas e vendas. O volume de informação no início é muito pesado, e você precisa correr atrás e aprender muita coisa praticamente sozinha, porque o ritmo não para para te esperar. Resiliência com aprendizado acelerado é o que te mantém no cargo nos primeiros meses.

O cliente de alta renda, por dentro

O cliente do Personnalité é mais exigente ou isso é mito?

Sarah: Depende muito do cliente. Às vezes ele só precisa de um ponto de conexão genuíno para se abrir. Alguns são mais reservados, mais testadores, mas a maioria valoriza imensamente quando você dá atenção de verdade, quando você ouve antes de oferecer, quando você lembra do que foi conversado na última reunião, quando você resolve antes de precisar ser cobrada. O cliente de alta renda não é difícil, é exigente com razão. Ele tem opções. Ele fica com quem trata ele como prioridade de verdade.

Sthe: É mais exigente sim, e faz todo sentido dentro da proposta do segmento. Esse cliente valoriza atenção, agilidade e resolutividade. Ele não quer ser um número na carteira: quer ser conhecido, quer ter suas necessidades antecipadas, quer sentir que o banco está cuidando do patrimônio dele com a mesma seriedade que ele cuida. Quando você entrega isso, a relação é muito mais sólida e duradoura do que qualquer meta de curto prazo.

A habilidade mais decisiva no dia a dia

Qual habilidade você considera mais decisiva no Personnalité?

Sarah: Estar sempre informada. Os clientes do Personnalité sabem muito sobre investimentos, sobre cenário econômico, sobre produtos. Chegam com perguntas que exigem resposta técnica de verdade. Você não consegue improvisar nesse segmento: precisa estudar continuamente, acompanhar o mercado, se atualizar sobre os produtos. E também não se acomodar nunca: as oportunidades existem, mas é preciso querer ir além do óbvio para encontrá-las.

Sthe: Comunicação. Clara, assertiva e empática ao mesmo tempo. Junto com escuta ativa e paciência real para entender o momento do cliente. No Personnalité você não oferece solução antes de ouvir de verdade. Se você chega com o produto pronto antes de entender a situação, o cliente percebe, e perde a confiança. A ordem é sempre: ouvir, entender, conectar, e só então apresentar.

O que ninguém conta antes de entrar

O que ninguém te conta antes de entrar no Personnalité?

Sarah: Que as oportunidades não chegam sozinhas. Você precisa se especializar, criar conexões reais dentro e fora da agência, e mostrar seu valor de forma consistente ao longo do tempo. Como eu sempre digo: somos protagonistas da nossa própria história. O segmento não te entrega crescimento, você constrói.

Sthe: Que você vai precisar de muita autonomia. Nem sempre vai ter alguém te guiando a cada passo. Aprender rápido, buscar as respostas sozinha, e ter resiliência para os "nãos", tanto no processo seletivo quanto dentro do banco, é o que faz a diferença de verdade. O Personnalité não é lugar para quem precisa de estrutura rígida de suporte. É lugar para quem sabe se organizar, se responsabilizar e se desenvolver de forma independente.

O que os dois caminhos ensinam sobre o Personnalité

Alexandra veio do varejo. Sthefani veio do backoffice. Caminhos opostos, mesma capacidade de entrega.

O que isso prova é que não existe um perfil único para entrar no Personnalité. O que existe é um conjunto de habilidades, escuta, personalização, autonomia, estudo constante, que podem vir de trajetórias completamente diferentes.

O varejo forma pressão e resiliência. O backoffice forma atenção ao processo e responsabilidade. Os dois têm valor no alta renda, quando apresentados com a linguagem certa.

Se você está mirando o Personnalité e vem de uma área diferente, o primeiro passo é entender quais habilidades da sua trajetória se conectam com o que o segmento exige. A Alexandra e a Sthefani fizeram isso. E chegaram.

Precisa ter experiência bancária para entrar no Personnalité

Essa é a pergunta que mais aparece nos comentários quando o assunto é Personnalité, e as histórias da Alexandra e da Sthefani são a resposta mais direta possível.

A Alexandra tinha experiência bancária do varejo. A Sthefani não tinha nenhuma experiência comercial ou bancária. As duas chegaram ao Personnalité.

O que o segmento avalia não é de onde você veio. É o que você demonstra conseguir fazer: personalizar atendimento, construir confiança rapidamente, manter autonomia sem supervisão constante, aprender produto complexo com velocidade.

Se você tem essas habilidades, desenvolvidas em qualquer área, por qualquer trajetória, e consegue apresentá-las de forma que conecte com o que o Personnalité exige, a vaga é possível.

O trabalho é aprender a apresentar o que você tem com a linguagem certa. E para isso, o currículo, o LinkedIn e o discurso de entrevista precisam traduzir a sua trajetória para o idioma do alta renda.

A Mariana fez exatamente esse caminho saindo do varejo, e contou a preparação toda na entrevista sobre a migração do varejo para o alta renda.

O que o Personnalité está procurando, e como demonstrar

Antes de qualquer entrevista para o segmento de alta renda, vale mapear sua trajetória com três perguntas:

Onde você já demonstrou escuta ativa e personalização de atendimento? Onde você já resolveu problema de cliente complexo com autonomia? Onde você já manteve performance sem supervisão constante?

As respostas para essas perguntas são a base do seu argumento para a entrevista. O Personnalité não está procurando quem veio do banco, está procurando quem consegue demonstrar que tem o perfil para o segmento. E perfil se prova com história, não com cargo anterior. 🫶🏻

Essa conversa faz parte da série Confissões, em que quem vive o banco por dentro abre o jogo. Escolhe a próxima:

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